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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Preste atenção......leia bem devagarinho!!!! Vale a pena!!!


VOCÊ: Pai nosso que estais no céu...
DEUS: Sim? Estou aqui...
VOCÊ: Por favor, não me interrompa, estou rezando!
DEUS: Mas você me chamou!
VOCÊ: Chamei? Eu não chamei ninguém. Estou rezando.... Pai nosso que estais no céu...
DEUS: Ai, você fez de novo.
VOCÊ: Fiz o que?
DEUS: Me chamou! Você disse: Pai nosso que estais no céu. Estou aqui. Como é que posso ajudá-lo?
VOCÊ: Mas eu não quis dizer isso. É que estou rezando. Rezo o Pai Nosso todos os dias, me sinto bem rezando assim. É como se fosse um dever. E não me sinto bem até cumprí-lo...
DEUS: Mas como podes dizer Pai Nosso, sem lembrar que todos são seus irmãos, como podes dizer que estais no céu, se você não sabe que o céu é a paz, que o céu é amor a todos?
VOCÊ: É, realmente ainda não havia pensado nisso.
DEUS: Mas prossiga sua oração.
VOCÊ: Santificado seja o Vosso nome..
.DEUS: Espera ai! O que você quer dizer com isso?
VOCÊ: Quero dizer... quer dizer, é... sei lá o que significa. Como é que vou saber? Faz parte da oração, só isso!
DEUS: Santificado significa digno de respeito, Santo, Sagrado.
VOCÊ: Agora entendi. Mas nunca havia pensado no sentido dessa palavra
SANTIFICADO. "Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu...
"DEUS: Esta falando sério?
VOCÊ: Claro! Por que não?
DEUS: E o que você faz para que isso aconteça?
VOCÊ: O que faço? Nada! É que faz parte da oração, além disso seria bom que o Senhor tivesse um controle de tudo o que acontecesse no céu e na terra também.
DEUS: Tenho controle sobre você?
VOCÊ: Bem, eu freqüento a igreja!
DEUS: Não foi isso que Eu perguntei! Que tal o jeito que você trata os seus irmãos, a maneira com que você gasta o seu dinheiro, o muito tempo que você dá a televisão, as propagandas que você corre atrás e o pouco tempo que você dedica a Mim?
VOCÊ: Por favor. Pare de criticar!
DEUS: Desculpe. Pensei que você estava pedindo para que fosse feita a minha vontade. Se isso for acontecer tem que ser com aqueles que rezam, mas que aceitam a minha vontade, o frio, o sol, a chuva, a natureza, a comunidade.
VOCÊ: Esta certo, tens razão. Acho que nunca aceito a sua vontade, pois reclamo de tudo: se manda chuva, peço sol, se manda o sol reclamo do calor, se manda frio, continuo reclamando, se estou doente, peço saúde, mas não cuido dela, deixo de me alimentar ou como muito...
DEUS: Ótimo reconhecer tudo isso. Vamos trabalhar juntos Eu e Você, mas olha, vamos ter vitórias e derrotas. Eu estou gostando dessa nova atitude sua.
VOCÊ: Olha Senhor, preciso terminar agora. Esta oração está demorando muito mais do que costuma ser. Vou continuar: ... "o pão nosso de cada dia nos dai hoje...
"DEUS: Pare ai! Você esta me pedindo pão material? Não só de pão vive o homem, mas também da minha palavra. Quando me pedires o pão, lembre-se daqueles que nem conhecem pão. Pode pedir-me o que quiser, desde que me veja como um Pai amoroso! Eu estou interessado na próxima parte de sua oração. Continue!
VOCÊ: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...
"DEUS: E o seu irmão desprezado?
VOCÊ: Está vendo? Olhe Senhor, ele já criticou várias vezes e não era verdade o que dizia. Agora não consigo perdoar. Preciso me vingar.
DEUS: Mas, e a sua oração? O que quer dizer sua oração? Você me chamou, e eu estou aqui, quero que saias daqui transfigurado, estou gostando de você ser honesto. Mas não é bom carregar o peso da ira dentro de você, não acha?
VOCÊ: Acho que iria me sentir melhor se me vingasse!
DEUS: Não vai não! Vai se sentir pior. A vingança não é tão doce quanto parece. Pense na tristeza que me causaria, pense na sua tristeza agora. Eu posso mudar tudo para você. Basta você querer.
VOCÊ: Pode? Mas como?
DEUS: Perdoe seu irmão, Eu perdoarei você e te aliviarei.
VOCÊ: Mas Senhor, eu não posso perdoá-lo.
DEUS: Então não me peças perdão também!
VOCÊ: Mais uma vez está certo! Mais só quero vingar-me, quero a paz com o Senhor. Esta bem, esta bem, eu perdôo a todos, mas ajude-me Senhor. Mostre-me o caminho certo para mim e meus inimigos.
DEUS: Isto que você pede é maravilhoso, estou muito feliz com você. E você, como está se sentindo?
VOCÊ: Bem, muito bem mesmo! Para falar a verdade, nunca havia me sentido assim! É tão bom falar com Deus.
DEUS: Ainda não terminamos a oração. Prossiga...
VOCÊ: "E não deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal...
"DEUS: Ótimo, vou fazer justamente isso, mas não se ponha em situações onde possa ser tentado.
VOCÊ: O que quer dizer com isso?
DEUS: Deixe de andar na companhia de pessoas que o levam a participar de coisas sujas, intrigas, fofocas. Abandone a maldade, o ódio. Isso tudo vai levá-lo para o caminho errado. Não use tudo isso como saída de emergência!
VOCÊ: Não estou entendendo!
DEUS: Claro que entende! Você já fez isso comigo várias vezes. Entra no erro, depois corre a me pedir socorro.
VOCÊ: Estou com muita vergonha, Perdoe-me Senhor!
DEUS: Claro que perdoo! Sempre perdôo a quem esta disposto a perdoar também, mas não esqueça, quando me chamar, lembre-se de nossa conversa, medite cada palavra que fala! Termine sua oração.
VOCÊ: Terminar? Ah, sim, "AMÉM!"DEUS: O que quer dizer AMÉM?
VOCÊ: Não sei. É o final da oração.
DEUS: Você só deve dizer AMÉM quando aceita dizer tudo o que eu quero, quando concorda com minha vontade, quando segue os meus mandamentos, porque AMÉM! quer dizer, ASSIM SEJA, concordo com tudo que rezei.
VOCÊ: Senhor, obrigado por ensinar-me esta oração e agora obrigado por fazer-me entendê-la.
DEUS: Eu amo cada um dos meus filhos, amo mais ainda aqueles que querem sair do erro, aqueles que querem ser livres do pecado. Abençôo-te e fica com minha paz!
VOCÊ: Obrigado Senhor! Estou muito feliz em saber que és meu amigo.
Só depende de nós...
"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem apoluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando odesperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim."
(Charles Chaplin)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Do que se perde…!!!


Não sei. Não me contaram. Não me ensinaram. Não descobri realmente, sempre fico com o pensamento não sei, pode ser assim agora, no banho pode não ser mais. Todos passam por isso, devem passar por essas incertezas das certezas impostas por uma sociedade não só doente, mas terminal. Vejo ruas cheias de carros brigando por cada segundo, sinal amarelo, acelera, vou ganhar minutos com isso. Vou atravessar aqui mesmo, assim não tenho que esperar o meu sinal. Tenho que enviar uma mensagem, andando, ganho o meu tempo. Uma guerra e os feridos desconhecidos.

Quando a ação não terá reação. Único controle do descontrole. As coisas mudam, sai ou volta para o lugar? Conheço o próximo segundo, é igual ao antigo segundo, me interessa o próximo minuto, pois é ele que quero, mais um minuto e os segundos tornam-se importantes.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Até onde vai a maldade do ser humano?

POLÍCIA PEDE PARA REPASSAR PARA O MÁXIMO DE PESSOAS ESSA MENSAGEM!!!!
LEVEM A SÉRIO E REPASSEM !!!
Até onde vai a maldade do ser humano?
O ÚLTIMO CASO OCORREU COM UM GAROTO DE 15 ANOS, NO RIO DE JANEIRO Ele estava voltando para casa, quando ouviu um bebê chorando dentro de uma construção. Ao entrar e se aproximar da criança, ele recebeu uma tijolada na cabeça e desmaiou. Algumas horas depois ele se encontrava vendado no porta-malas de um carro em movimento. Depois,num galpão, ainda vendado, foi posto um pano contendo uma substância química, em seu nariz e boca, para que ele desmaiasse. Os seqüestradores ligaram para a família do garoto pedindo uma certa quantia para o resgate. Como a quantia foi paga, os seqüestradores jogaram o menino amarrado, em plena madrugada,em frente casa da família tudo indica que eles já perseguiam o garoto há tempos. A família encontrou uma estranha cicatriz na barriga do menino e o levou para o hospital, para que os médicos lhe examinassem. A surpresa foi que lá dentro (da barriga do garoto) foi encontrado um bilhete plastificado com a seguinte frase: "O dinheiro pode salvar a vida de seu filho, mas não pode poupá-lo da morte..."Depois de alguns exames, descobriram que o garoto estava infectado com várias doenças, como: Tuberculose, Mal de Chagas e até HIV positivo. O garoto se lembra de ter levado picadas no corpo que seriam,supostamente, seringas contendo tais doenças! 12 CASOS SÓ NO ESTADO DE SÃO PAULO. A POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO JÁ ESTÁ AVISANDO A POPULAÇÃO NÃO PASSE EM FRENTE CONSTRUÇÕES OU CAÇAMBAS DE LIXO. A MAIORIA DOS RELATOS CONTAM QUE TAL FATO ACONTECE NO PERÍODO NOTURNO,PRINCIPALMENTE COM CRIANÇAS OU ADOLESCENTES DE 13 A 20 ANOS. CASOS COMO ESTE ESTÃO OCORRENDO PELO BRASIL INTEIRO,PRINCIPALMENTE EM BAIRROS NOBRES. A POLÍCIA PEDE A TODOS PARA FICAREM ATENTOS, PRINCIPALMENTE EM RUAS ESCURAS. CASOS COMO ESTE OCORREM TODA SEMANA, ACREDITAM QUE O TAL BEBE CHORÃO POSSA SER FILHO DOS SEQÜESTRADORES OU ATÉ MESMO NÃO EXISTAM,SENDO APENAS AS VOZES DELES. EXISTEM CASOS QUE VARIAM COM MULHERES CHORANDO. ISSO NÃO É BRINCADEIRA. O AVISO É SÉRIO E DEVEMOS FICAR ALERTAS NAS RUAS. A POLÍCIA ALERTA:PASSE ESTA MENSAGEM ADIANTE PARA TODOS COM QUEM VOCÊ SE IMPORTA. QUANTO MAIS SE ESPALHAR, MAIS CHANCE TEMOS DE LUTAR CONTRA ESTAS TERRÍVEIS PESSOAS "Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco."

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A violência no trânsito e as perplexidades inúteis


O massacre diário protagonizado por nossos bravos motoristas é tema de freqüentes editoriais indignados com a violência no trânsito. Indignados, hipócritas e inúteis. A indignação, é claro, fica por conta da legítima revolta contra mortes absolutamente estúpidas, vítimas de imprudência e imperícia. Já a hipocrisia é a marca da íntima parceria entre as indústrias automobilística e midiática. Os mesmos meios de comunicação que produzem os tais editoriais indignados e fazem campanhas de conscientização pela segurança no trânsito faturam milhões de reais todos os anos com propagandas que, freqüentemente, fazem a apologia da velocidade, da potência, do individualismo e da erotização do automóvel. Talvez essa não seja a causa principal das mortes, mas o culto erótico-religioso ao automóvel não ajuda muito no florescimento da prudência.
Vivemos assolados por perplexidades inúteis. Meu Deus, quantas mortes no trânsito! Quando isso vai parar? Vai parar (ou diminuir), como parou (diminuiu) em outros países que adotaram uma rígida legislação de trânsito e não tiveram contra si campanhas midiáticas criticando a “fúria arrecadatória” e punitiva do Estado. Ultrapassagens em lugares proibidos, excesso de velocidade, pneus carecas, etc. O cardápio do terror é variado. Muitas vezes, são os mesmos homens e mulheres de bens que, mais tarde, já em suas casas (quando chegam) manifestam toda sua indignação contra a corrupção dos políticos e contra a decadência de valores morais.
A hipocrisia tem vários braços. As mesmas empresas de comunicação que faturam milhões de reais todos os anos em publicidade de automóveis, que saúdam as fábricas de automóveis como expressão da modernidade, que não fazem uma campanha sequer valorizando a importância do transporte público (a não ser em anos eleitorais para retomar a eterna promessa do metrô) em detrimento do transporte individual, lançam periodicamente campanhas de conscientização para os motoristas. E as mortes seguem acontecendo, denunciando a inutilidade e o fracasso desse tipo de programa. O número de veículos individuais nas cidades não pára de crescer. Jornais, rádios e TVs seguem faturando seus milhões em publicidade e, volta e meia, quando o número de mortos “sobe demais”, publicam um editorial de alerta e preparam uma nova campanha. Enquanto isso, a violência no trânsito custa R$ 28 bilhões por ano ao país. Isso para não falar do “custo” em vidas, que é incalculável. É uma indústria da morte, mais uma, que se apresenta como expressão de desejo, potência e poder. Para derrotá-la, será preciso muito mais do que repetir perplexidades inúteis.

sábado, 14 de agosto de 2010

RESPEITO E AMOR AO PRÓXIMO

A maioria do povo brasileiro ainda não conhece o significado correto da expressão “amar o próximo como a si mesmo”. O mau uso da palavra, amar, pela nossa arte e pela nossa mídia, que insiste em relacioná-la tão freqüentemente ao namoro e ao sexo, acaba nos confundindo. No entanto, mesmo antes da era cristã, amar era se relacionar com total igualdade de consideração, sem superioridade ou inferioridade e com tolerância às normais falhas e diferenças dos seres humanos.
Amar o próximo (na sua definição mais simples) é não lhe fazer coisas que nós não gostamos que sejam feitas conosco, e só fazermos o que concordarmos com que também sejam feitas conosco. O que nós não gostamos de receber, o nosso semelhante também não deve gostar. Se respeitar-mos essa regra, nos torna­remos cooperadores um do outro ao invés de destruidores, um do outro, como tem acontecido tão freqüentemente na nossa sociedade. Precisamos entender melhor o que é amor fraternal para colhermos boa convivência pessoal, familiar e social.
É importante entendermos, entretanto, que o sentimento de amor não nasce do nada, não nasce de si mesmo, ele só nasce quando se tem verdadeiro esclarecimento e pleno entendimento sobre a respectiva situação ou pessoa em questão. Na verdade, o amor se cultiva com boa educação, muita informação e adequados esclare­cimentos, humanos, sociais e religiosos. Povo sem informação, sem discernimento da verdade e sem temor a Deus, dificilmente consegue desenvolver o verdadeiro amor ao próximo.
É importante entendermos, também, que cultivar o amor ao próximo não implica em exterminar preconceitos da nossa sociedade. Tentar destruir preconceitos à força não é amar o próximo. Na década de 90, supostos defensores de direitos humanos (agindo como defensores de “anomalias humanas”) deformaram a palavra preconceito, a palavra amor, a palavra cultura e algumas outras. Parece que a intenção era confundir o significado destas palavras e abrir caminho para oficializar práticas pagãs na nossa sociedade. O que queriam, na verdade, era popularizar o homossexualismo, a infidelidade conjugal, os rituais satânicos, a prostituição em diversos níveis e outros comportamentos degradantes e imorais justificando-os como festivos e culturais.
Ainda na década de 90, algumas personalidades da mídia usaram uma máscara de amor ao próximo para condenar as discriminações de caráter preventivo e apregoar a indiscriminação total e generalizada. Tais pessoas, de ideais utópicos e estranhos, estão atribuído conotações exclusivamente pejorativas, à palavra preconceito, para desmoralizá-la e destruir seu efeito preventivo.
Uma outra questão muito importante também, e que precisa ser esclarecida é que os seres humanos podem ser corrigidos, discipli­nados ou recuperados por intermédio de dois métodos diferentes: O primeiro método é o do “olho por olho e dente por dente” (justiça rígida), o segundo é o de “dar a outra face” (amor e compreensão). O primeiro método é mais apropriado durante a fase educativa, isto é, durante o período em que a pessoa em questão ainda está em fase de aprendizado. A justa punição, quando bem aplicada, induz as pessoas a enxergarem seus erros e recomeçarem novamente. Entretanto, se já tiver transcorrido o adequado período educativo, a punição, ainda que justa, pode produzir ódio e revolta por incapacidade de entendimento da pessoa “mal formada”.
Portanto, após a fase educativa a punição já não funciona mais. Nesses casos, só o amor consegue recuperar o que já estiver perdido (se ainda houver recuperação). Observe que quando uma pessoa má (ou mal formada) comete um erro e recebe uma palavra de amor e compreensão, ao invés de uma punição, ela fica envergonhada e é induzida a meditar sobre a respectiva questão. Esse momento de vergonha e meditação abre espaço para arrependi­mentos e uma possível recuperação, que pode reverter todo tipo de mau compor­tamento. No entanto, existe também um problema: se a técnica do amor e da compreensão for utilizada indiscriminadamente, durante a fase educativa, ela pode induzir os mais rebeldes a se tornarem insensíveis e sem-vergonha. Por isso, devemos usar de justiça rígida para educar, e de muito amor e compreensão para reeducar e recuperar.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Que País É Esse?

Que País É Esse?

Por: PAULO ALBERTO MARQUES

Que País é Esse?

Certo dia estava voltando pra casa, quando o ônibus parou em um sinal de trânsito. Naquele sinal, sentado no canteiro que divide a avenida ao meio, estava uma criança, descalça, com roupas um pouco suja, a mexer com algumas pedrinhas ao chão, que estavam perto dele. Uma criança que com certeza esperava alguém passar e lhe dar alguns trocados ou algo mesmo para comer, porém, nada recebia, nem se quer atenção dos que passavam.

Passei a observá-lo por um instante e dava para perceber claramente a tristeza em seu olhar, o semblante de quem não tem esperança nenhuma na vida em que vive de quem é rejeitado e muitas vezes até mesmo excluído da sociedade, apenas pelo fato de ser quem ele é, alguém que não teve ou não tem talvez, a oportunidade de receber uma educação elementar básica, alguém que não tem um “status” social diante da sociedade seletora de hoje. Mas, afinal, ele não é um cidadão como tantos outros diante da sociedade? Sim, pelo menos nos documentos ele é!

A partir daí então, cada vez que passava por aquele sinal observava aquele garoto, solitário, triste e necessitado de atenção. Foi então que comecei a me questionar, afinal de contas: Que País é Esse?

Que País é Esse, onde quem é rico fica cada vez mais rico, e quem é pobre, coitado, acaba miserável mesmo, acaba até perdendo o pouco que tem? Que País é Esse, onde se diz haver liberdade, mas as pessoas vivem cada vez mais aprisionadas ao capitalismo, ao materialismo e outras coisas mais por conta da força opressora que a sociedade impõe sobre elas?

Que País é Esse, onde os governantes ganham cada vez mais por cada vez menos trabalho, e ainda reclamam por aumento salarial? E o que dizer do pai ou da mãe de família que tem de passar todo o dia no sol fervente, e muitos até, têm dois ou três empregos para poder colocar ao menos o que comer na mesa para suas famílias?

Que País é Esse, onde crianças são exploradas por longas horas de trabalho, exploração essa – física mental e, em muitos casos sexuais? Que País é Esse onde os próprios legisladores das leis que regem o país são os primeiros a descumpri-las?

Que País é Esse, onde as pessoas não recebem um serviço de saúde de qualidade? Pagam dezenas de impostos por ano para encher os bolsos de “alguns” e no momento em que precisam de algum serviço público, ou está em greve, ou não tem quem atenda, ou até mesmo, o serviço nem exista de fato. Que País é Esse?

Que País é Esse, onde o trabalhador ver todo seu salário no fim do mês acabar pagando impostos e mais impostos nos produtos consumidos por ele, e garantia de retorno em serviços oferecidos pelo governo, zero, só na imaginação?

Que País é Esse, onde pessoas de boa índole te m que se trancar a sete chaves dentro de suas casas para que bandidos andem, passeiem pelas suas ruas, fazendo o que bem que bem querem, como querem e com quem querem? Cadê a segurança oferecida pelo estado, pago com nossos impostos? Cadê a “polícia” que é paga para proteger o cidadão e o bem estar do mesmo? Infelizmente, muitos deles estão no meio dos bandidos, pintando e bordando por aí, outros, arriscam suas vidas como segurança particular, a fim de ganhar um dinheiro a mais para complementar o orçamento no fim do mês, mas, por que isso? Por que “alguns” acham que eles ganham o suficiente para arriscarem suas vidas e sobreviver, e ao invés de lhes darem melhores condições de trabalho e um salário justo, não, “vamos aumentar nossos salários, recebemos pouco”. Que País é Esse?

Que País é Esse, onde garotas jovens, muitas delas adolescentes e até mesmo crianças são obrigadas a venderem seus corpos por alguns trocados para encherem os bolsos de uns vagabundos que as obrigam a fazer esse tipo de coisa? Que País é Esse, onde seu próprio corpo vira mercadoria de consumo nas mãos de cafajestes que por acharem que tem muito dinheiro, podem fazer isso sem problema nenhum? Queria saber o que eles fariam se fosse com uma filha deles! Será que achariam bom, divertido, engraçado? Será que diriam: é só um passa tempo, como muitos dizem? Que País é Esse, onde alguém que faz tal tipo de coisa anda livremente pelas ruas?

Que País é Esse, onde não se tem mais respeitos pelos idosos e deficientes, onde os mesmos muitas vezes, em muitos lugares são obrigados a passarem horas em uma fila aguardando um atendimento?

Que País é Esse, onde um homem por roubar uma galinha para alimentar seus filhos é preso e condenado, enquanto outro atropela jovens que acabam não resistindo aos ferimentos e morrem, porém vive em liberdade, recebendo seu salário mensal de R$10.000,00?

Que País é Esse, onde o dinheiro fala mais alto que qualquer honestidade e ética moral? Onde a corrupção é o sistema que governa o país; a violência contra o próximo é a justiça posta nas ruas; a miséria e a fome é o desenvolvimento que cresce a cada dia; prostituição e vícios é a liberdade pregada?

Que País é Esse onde vivemos? O que faremos para mudar esse país?

E o que irão responder daqui há 20 ou 30 anos quando perguntarem:

Que País é Esse?

Perfil do Autor

(Artigonal SC #1603197)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/desigualdades-sociais-artigos/que-pais-e-esse-1603197.html

domingo, 8 de agosto de 2010

Feliz dia dos Pais!



Pai é Pai !


Pode ser novo, pode ser velhoPode ser branco, negro ou amareloPode ser rico ou pobrePode ser solteiro, casado, viúvo ou divorciadoPode ser feliz ou infelizPode estar aqui ou já ter ido emboraPode ter tido filhos ou adotado-osPode ter casa ou morar na ruaPode usar terno ou tangaPode ser Deus ou humanoPode estar trabalhando ou desempregadoPode ser tanta coisa ou simplesmentePAIMas todos, sem faltar um sequer fazem parte da criação.Que não só hojemas em todos os dias desta vidapossas ser lembrado como aquele quemuitas vezes não dormiumuitas vezes ficou pensando na comida para levar para casamuitas vezes engoliu saposmuitas vezes chorou escondidomuitas vezes gargalhoumuitas vezes perdeu a horamas nunca deixou de pensar na coisa mais importante da sua vida

NÓS!!!!

Sorria - Pai � Pai !

Sorria - Pai � Pai !

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pedido de uma criança aos seus pais

Não tenham medo de serem firmes comigo.Prefiro assim. Isso faz com que me sinta mais seguro.Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo que quero.Só estou experimentando vocês.Não deixem que eu adquira maus hábitos.Não me corrijam com raiva e nem na presença de estranhos.Aprenderei muito mais se falarem com mais calma e em particular.Não me protejam na conseqüência de meus erros.Não levem muito a sério minhas pequenas dores.Necessito delas para obter a atenção que desejo.Não sejam irritantes ao me corrigirem.Se assim fizerem, poderei fazer ao contrário do que me pedem.Não me façam promessas que não poderão cumprir depois.Lembrem-se que isto me deixará profundamente desapontado.Não ponham a prova minha honestidade.Sou facilmente tentado a me dizer mentiras.Não me mostrem um Deus carrancudo e vingativo.Isto me afastará dele.Não desconversem quando faço pergunta, senão eu procurarei nas ruas as respostas que não obtiver em casa. Não se mostrem para mim como pessoas perfeitas e infalíveis. Ficarei extremamente chocados quando descobrir algum erro de vocês. Não digam que meus temores são bobos, mas sim, ajudem-me a compreendê-los.Não digam que não conseguem me controlar. Eu julgarei que sou mais forte que vocês. Não me tratem como uma pessoa sem personalidade. Lembre-se que tenho meu próprio modo de ser. Não vivam me apontando os defeitos das pessoas que me cercam.Isto criará em mim desde cedo um espírito intolerante. Não se esqueçam que gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram me ensinar tudo. Não desistam de ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo. No futuro, vocês verão em mim o fruto que plantaram.

A Escola dos Sonhos

Eu queria uma escola que cultivasse a curiosidade de aprender que em vocês é natural
Eu queria uma escola que educasse seu corpo e seus movimentos: que possibilitasse seu crescimento físico e sadio.Normal
Eu queria uma escola que lhes ensinasse tudo sobre a natureza, o ar, a matéria, as plantas, os animais, seu próprio corpo. Deus.
Mas que ensinasse primeiro pela observação, pela descoberta, pela experimentação.
E que dessas coisas lhes ensinasse não só o conhecer, como também a aceitar, a amar e preservar.
Eu queria uma escola que lhes ensinasse tudo sobre a nossa história e a nossa terra de uma maneira viva e atraente.
Eu queria uma escola que lhes ensinasse a usarem bem a nossa língua, a pensarem e a se expressarem com clareza.
Eu queria uma escola que lhes ensinassem a pensar, a raciocinar, a procurar soluções. Eu queria uma escola que desde cedo usasse materiais concretos para que vocês pudessem ir formando corretamente os conceitos
matemáticos, os conceitos de números, as operações... Usando palitos, tampinhas, pedrinhas...só porcariinhas!... fazendo vocês aprenderem brincando...
Oh! Meu Deus! Deus que livre vocês de uma escola em que tenham que copiar pontos. Deus que livre vocês de decorar sem entender, nomes, datas, fatos...
Deus que livre vocês de aceitarem conhecimentos "prontos", mediocramente embalados nos livros didáticos descartáveis.
Deus que livre vocês de ficarem passivos, ouvindo e repetindo, repetindo repetindo, repetindo...
Eu também queria uma escola que ensinasse a conviver, a cooperar, a respeitar, a esperar, a saber viver em comunidade, em união.
Que vocês aprendessem a transformar e criar.
Que lhes desse múltiplos meios de vocês expressarem cada sentimento, cada drama, cada emoção.
Ah! E antes que eu me esqueça: Deus que livre vocês de um professor incompetente.
Para vocês, Professores, meu carinho e minha admiração. abraços pelo dia-a-dia. (Carlos Drumond de Andrade)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz"



Senhor, fazei de mim instrumento de vossa paz.

E que eu encontre primeiro, em mim, a harmoniosa aceitação de meus opostos.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Aceitando o ódio que possa existir em mim e compreendendo todas as faces com as quais o amor pode se expressar.

Onde houver ofensa que eu leve o perdão e que me permita ofender para ser perdoado onde houver discórdia que eu leve a união.

E que eu aceite a discórdia como geradora da união onde houver dúvidas que eu leve a fé.

Podendo humildemente, encarar minhas próprias dúvidas onde houver erros, que eu leve a verdade.

E que a "minha verdade" não seja única, nem os erros sejam alheios.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança. e possa, primeiro, conviver com o desânimo sem me desesperar.

Onde houver tristeza, que eu leve alegria.

E possa suportar a tristeza minha e dos outros sendo alegre ainda assim. onde houver trevas que eu leve a luz.

Após ter passado pelas "minhas trevas" e ter aprendido a caminhar com elas. oh, divino mestre... fazei que eu procure mais: consolar que ser consolado.

E que eu saiba pedir e aceitar consolo quando precisar.

Compreender que ser compreendido, e me conhecer antes, para ter melhor compreensão do outro.

Amar que ser amado, podendo me amar em princípio,para não cobrar o amor que dou. pois é dando que recebemos. e sabendo receber é que se aprende a doar.

É perdoando que se é perdoado. e não se perdoa a outro enquanto não há perdão por si mesmo. e é morrendo que se nasce para a vida eterna.

E é bem vivendo e amando a vida que se perde o medo de morrer!


Senhor, fazei de mim instrumento de vossa paz.

E que eu encontre primeiro, em mim, a harmoniosa aceitação de meus opostos.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Aceitando o ódio que possa existir em mim e Compreendendo todas as faces com as quais o amor pode se expressar.

Onde houver ofensa que eu leve o perdão e que me permita ofender para ser perdoado onde houver discórdia que eu leve a união.

E que eu aceite a discórdia como geradora da união onde houver dúvidas que eu leve a fé. Podendo humildemente, encarar minhas próprias dúvidas onde houver erros, que eu leve a verdade.

E que a "minha verdade" não seja única, nem os erros sejam alheios. onde houver desespero, que eu leve a esperança.

E possa, primeiro, conviver com o desânimo sem me desesperar.

Onde houver tristeza, que eu leve alegria.

E possa suportar a tristeza minha e dos outros sendo alegre ainda assim.

Onde houver trevas que eu leve a luz.

Após ter passado pelas "minhas trevas" e ter aprendido a caminhar com elas.

Oh, divino mestre... fazei que eu procure mais: consolar que ser consolado.

E que eu saiba pedir e aceitar consolo quando precisar.

Compreender que ser compreendido, e me conhecer antes, para ter melhor compreensão do outro.

Amar que ser amado, podendo me amar em princípio, para não cobrar o amor que dou.

Pois é dando que recebemos.

E sabendo receber é que se aprende a doar.

É perdoando que se é perdoado. e não se perdoa a outro enquanto não há perdão por si mesmo. E é morrendo que se nasce para a vida eterna.

E é bem vivendo e amando a vida que se perde o medo de morrer!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Se você ama, diga que ama.


Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro já sabe. Se sabe, maravilha… mas esse é um conhecimento que nunca está concluído. Pede inúmeras e ternas atualizações. Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na frequência da escassez. De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois. É terrível viver contando moedinhas de afeto. Há amor suficiente no universo. Pra todo mundo. Não perdemos quando damos: ganhamos junto. Quanto mais a gente faz o amor circular, mas amor a gente tem. Não é lorota. Basta sentir nas interações do dia-a-dia, esse nosso caderno de exercícios.
Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida. De nós mesmos. Do amor.
Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá…
* * *
Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro SUPOSTAMENTE já sabe. Atitude, minha querida. Atitude, meu querido! Demonstrar afeto não mata não, viu? Muito pelo contrário: proporciona um bem-estar sem igual para quem recebe. E vem cá, tem coisa melhor do que amar e extravasar isso? Porque eu costumo dizer que ser amado é muito bom, mas nada supera o infinito prazer de amar. É isso mesmo. AMAR! O amor parte de você. Ter amor de volta é maravilhoso, mas amar sim é realmente extraordinário. Pergunte isso as pessoas que não amam quem as ama; a quem se acomodou tanto ao ponto de dizer “…mas ele me ama tanto, Cirilo…” Sim, ô abestalhada, e você? Ama mesmo ele? -pergunto eu. E ouço um “É…” daqueles “meia-boca”.
Esse post era para ser romântico pura e simplesmente, mas como eu adoro cutucar a ferida, segui por um outro caminho e prefiro terminá-lo assim: Se você ama, diga que ama. Mas se você não ama, SAIA DESSA! Ah, isso é pra ontem, viu. Porque o amor não pode esperar. Principalmente o amor próprio. E este não combina nada com se acomodar em relações mornas.

Você sabe viver sozinho?

“A pior solidão é aquela que se sente quando acompanhado”

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei, se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesma. Elas estão começando a perceber que se sente fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Flávio Gikovate, psicoterapeuta
* * *
Perfeito! Vivo dizendo isso.
Basicamente, se eu tivesse que escolher duas passagens para que vocês guardassem aí dentro de vocês, seriam elas:
“A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.”
E “A nova forma de amor visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.”
Reflitam.
Tenho tanto sentimento…
Tenho tanto sentimentoQue é freqüente persuadir-meDe que sou sentimental,Mas reconheço, ao medir-me,Que tudo isso é pensamento,Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,Uma vida que é vividaE outra vida que é pensada,E a única vida que temosÉ essa que é divididaEntre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeiraE qual errada, ninguémNos saberá explicar;E vivemos de maneiraQue a vida que a gente temÉ a que tem que pensar.
Fernando Pessoa
* * *
O que seríamos nós sem conflitos internos, sem alternativas a escolher? Dá trabalho ter opções diversas, bem sei, mas que sabor teria a vida sem a liberdade de decidir qual caminho trilhar, qual decisão tomar?
Só sei que vou seguindo assim, pedindo ao Cara lá de cima sabedoria e discernimento para ouvir meu coração, filtrar através da razão, para poder ter paz de espírito e ser feliz então.

Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar

Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamento, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na bênção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.Uns queriam silêncio; outros, ouvir.Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe. Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera; a inferior, julga;a superior, alivia; a inferior, culpa;a superior, perdoa; a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!
Chico Xavier
* * *
Pense positivamente.
Nunca deixe que a consciência de suas fraquezas o assuste
Quando me encontrava fazendo o caminho de Roma, um dos quatro caminhos sagrados de minha tradição mágica, dei-me conta – depois de quase vinte dias praticamente sozinho – que estava muito pior do que quando havia começado. Com a solidão, comecei a ter sentimentos mesquinhos, amargos, pequenos.
Procurei a guia do caminho e comentei o fato. Disse que, ao iniciar aquela peregrinação, achei que ia me aproximar-me mais de Deus. Entretanto – depois de tantos dias – estava me sentindo muito pior.
- Você está melhor, não se preocupe – disse ela. – Na verdade, quando acendemos a luz de nossas almas, a primeira coisa que vemos são as teias de aranha e poeira, nossos pontos fracos. Esta é a oportunidade de corrigí-los. Nunca deixe que a consciência de suas fraquezas o assuste.
Há momentos na vida em que se deveria calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há sentimentos que a linguagem não expressa e há emoções que as palavras não sabem traduzir.

Mensagens
















quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cenário deixado por chuvas é de destruição

Alagoas e Pernambuco têm 42 mortos e mais de 600 desaparecidos; 50 mil casas foram destruídas na região.
Chuvas em Alagoas causaram prejuízo de R$ 740 milhões

Maceió (Alagoas) - O Secretário de Planejamento de Alagoas, Sérgio Moreira, informou que o Estado sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 740 milhões por causa das chuvas. Um relatório de danos foi entregue ao gabinete civil da presidência, que revela que a reconstrução de mais de 19 mil casas destruídas vão custar R$ 575 milhões.
Segundo Moreira, os dados não estão fechados e ainda dependem da verificação de danos nos municípios. Mas, a reforma de pontes e rodovias deve custar R$ 173 milhões, os sistemas de abastecimento R$ 12 milhões e a pavimentação urbana cerca de R$ 8 milhões.
O secretário acredita que a reconstrução de parte de Alagoas atingida pela chuva deve demorar pelo menos dois anos. Ainda serão avaliados danos causados a escolas, unidades de saúde e prédios públicos. Moreira afirma que uma preocupação é selecionar áreas de novas construções para evitar novas tragédias.
As fortes chuvas que caíram em Alagoas afetaram 21 municípios e deixaram 15 cidades destruídas. São mais de 74 mil pessoas desabrigadas e desalojadas. Ao menos 29 pessoas já morreram em decorrência das chuvas no estado.
Moradores da comunidade quilombola de Muquém, em União dos Palmares, conseguiram se salvar da enchente em Alagoas graças a duas árvores que ficam na região. Cerca de 50 pessoas foram encontradas nesta quinta-feira penduradas nos galhos de duas jaqueiras, durante os trabalhos de buscas. O grupo fazia parte dos 607 desaparecidos, segundo a Defesa Civil do Estado.

16 toneladas de donativos
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira o envio 16 t de medicamentos e insumos aos estados de Alagoas e Pernambuco, atingidos por enchentes no Nordeste. A quantidade seria suficiente para atender cerca de 113 mil pessoas em um mês.

Nos dois Estados, 46 mortes foram confirmadas.
O ministério envia também 105 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, para Alagoas. Além disso, técnicos de vigilância epidemiológica do ministério serão deslocados para Alagoas e Pernambuco, a fim de prestar assessoria às secretarias estaduais sobre a vigilância da qualidade da água para consumo humano e prevenção e vigilância de doenças transmissíveis.

Governo de PE pede ajuda a transportadoras
Ontem à noite, o governo estadual fez um apelo para que empresas transportadoras cedam caminhões para levar alimentos até as vítimas da enchente. As doações estão chegando em grandes quantidades, mas não há transporte para levá-las. A Comissão de Defesa Civil de Pernambuco informou que já distribuiu mais de 266 toneladas de donativos para as cidades atingidas e que 15 caminhões estão saindo diariamente do Recife para o interior. Quase 191 toneladas de alimentos e 60 toneladas de água foram entregues.
Na tarde de ontem, em União dos Palmares, em Alagoas, moradores aguardavam o resultado do trabalho de uma máquina retroescavadeira que revolvia a terra atrás de corpos, a poucos metros do rio Mundaú. Ao lado do rio, em uma das cabeceiras da ponte, o dono de um mercadinho e o filho haviam tentado salvar as mercadorias para o primeiro andar do local, mas toda a estrutura fora arrastada pela força da água. O corpo do proprietário foi encontrado há dois dias, debaixo dos escombros de uma escola estadual; o do filho está desaparecido. A mãe está internada em um hospital de Maceió, sob efeito de sedativos.
Em União, a chuva destruiu ruas onde moravam três mil pessoas em 500 casas, segundo sobreviventes. Bombeiros reclamavam do cansaço nos trabalhos. José de Araújo Batista, de 69 anos, um dos 50 empregados de uma fábrica de leite destruída, não acreditava que voltaria a trabalhar.
- Acabou-se tudo, não posso ficar desempregado. O pessoal precisa trabalhar lá - disse.
Na estrada, máscaras contra o cheiro de decomposição
A estrada de asfalto às margens do rio Mundaú ligando o município a outra cidade atingida, Santana do Mundaú, tornou-se uma via de lama. Guardas de trânsito tentaram organizar o caos de carros. Pessoas andavam com máscaras no rosto por causa do cheiro de decomposição no ar.
Em Rio Largo, depois da enxurrada que contorceu os trilhos do trem e arrastou dormentes pesando 500 quilos, o dia era de sol e reconstrução. Em Branquinha, onde trilhos também foram retorcidos, a prefeita Ana Renata Freitas Lopes quer pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chega a Alagoas nesta quinta-feira, a mudança dos limites geográficos da cidade, completamente destruída. Ana Renata quer que Branquinha possa se afastar do rio Mundaú.

Veja fotos:



Veja como ajudar as vítimas:
O Corpo de Bombeiros oferece duas contas para doações em dinheiro: Banco do Brasil, agência 3557-2, conta corrente 5241-8, e na Caixa Econômica Federal, agência 2735, operação 006, conta 955/6.

http://migre.me/QYhV - S.O.S PERNAMBUCO PRECISA DA SUA AJUDA!!! on Twitpic

http://twitpic.com/1yrn29

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Homenagem a minha filha que faz hj 15 anos!




Quando estava grávida da minha primeira filha, a única coisa que vinha na minha cabeça era a vontade que aquela barriga fosse transparente. Porque?? Porque não podia vê-la antes???




A barriga crescia um pouco mais a cada dia e com seis meses fui fazer uma ultrassonografia pra tentar saber o sexo do bebê. Entrei na sala, séria, sem acreditar que pudesse sentir algo num meio de uma hospital onde tudo era recheado de um verde diáfano. Era a primeira vez que fazia uma ultrassom. Deitei na maca, o médico passou aquela gosminha na minha barriga enquanto mostrava as intimidades da minha filha: - Olha, aqui mamãe, o fígado, o fêmur, o crânio, olha aqui, a espinha dorsal - e finalmente o que eu queria saber - sim, é uma menina! 100% de certeza!




Limpei a barriga, agradeci ao médico, fechei a porta e deixei que as lágrimas tomassem conta de mim. Antes, tão séria, tão nervosa, tão pouco crente na maquininha, agora tão feliz. Uma máquina mostrou minha filha dentro de mim. Aquela coisa fria, uma máquina, uma tela de computador, fez uma mágica dentro de mim, me fez ter uma barriga finalmente transparente. Era minha filha, minha Adrielly.




As pessoas passavam, viam aquela barrigudinha chorando, perguntavam se estava tudo bem e eu só rspondendo: Tudo maravilhoso, minha filha é uma menina e se chamará Adrielly.






Ps. Quando estava com três meses de gestação, minha irmã Suelen me perguntou qual seria o nome do bebê caso fosse menina, eu que sempre falei desde muito pequena que se tivesse uma menininha ela teria o nome Adrielly, esqueci e disse alguns nomes que me vieram a cabeça, e minha irmã querida me lembrou:

- Ué, tu não dizia que se chamaria Adrielly???!!

- Ahhhhh, é mesmo!!! Como eu pude ter esquecido, mana, obrigada! Sim, Adrielly,

certamente Adrielly Stephanie. O nome mais lindo que achava...

Hoje minha filha faz 15 anos.

15 anos de um amor maravilhoso, presente vindo de

Deus, sempre e em qualquer situação do meu lado,

meu amor, minha querida melhor amiga, minha filha!

Minha Adrielly.

Meu grande amor!!!

Parabéns a vc filha amada!


terça-feira, 15 de junho de 2010

HISTÓRIA DA COPA DO MUNDO!


História das Copas do Mundo de Futebol, grandes decisões, histórico, Copa da Alemanha 2006, títulos e conquistas das seleção brasileira, curiosidades, Taça Jules Rimet, seleções campeãs, FIFA
História das Copas do Mundo

De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol.
A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA ( Federation International Football Association).
A primeira edição da Copa do Mundo foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 16 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pôde ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.
Nas duas copas seguintes (1934 e 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final, realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro - RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 a 1 e tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol.
O Brasil sentiria o gosto de erguer a taça pela primeira vez em 1958, na copa disputada na Suécia. Neste ano, apareceu para o mundo, jogando pela seleção brasileira, aquele que seria considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.
Quatro anos após a conquista na Suécia, o Brasil voltou a provar o gostinho do título. Em 1962, no Chile, a seleção brasileira conquistou pela segunda vez a taça.
Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores ( Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros), o Brasil tornou-se pela terceira vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 a 1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da taça Jules Rimet.
Após o título de 1970, o Brasil entrou num jejum de 24 anos sem título. A conquista voltou a ocorrer em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Liderada pelo artilheiro Romário, nossa seleção venceu a Itália numa emocionante disputa por pênaltis. Quatro anos depois, o
Brasil chegaria novamente a final, porém perderia o título para o pais anfitrião: a França.
Em 2002, na Copa do Mundo do Japão / Coréia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2 a 0.
Em 2006, foi realizada a Copa do Mundo da Alemanha. A competição retornou para os gramados da Europa. O evento foi muito disputado e repleto de emoções, como sempre foi. A Itália sagrou-se campeã ao derrotar, na final, a França pelo placar de 5 a 3 nos pênaltis. No tempo normal, o jogo terminou empatado em 1 a 1.
Em 2010, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo será realizada no continente africano. A África do Sul será a sede do evento.
Em 2014, a Copa do Mundo será realizada no Brasil. O evento retornará ao território brasileiro após 64 anos, pois foi em 1950 que ocorreu a última copa no Brasil.
Curiosidades sobre a História da Copa do Mundo de Futebol
-
O recorde de gols em Copas é do francês Fontaine com 13 gols;
- O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo;
- O Brasil é o país com mais títulos conquistados: total de cinco;
- A Itália foi quatro vezes campeã mundial. A Alemanha foi três vezes, seguida das bi-campeãs Argentina e Uruguai. Inglaterra e França possuem apenas um título cada;
- A Copa do Mundo é o segundo maior evento esportivo do planeta;
- As Copas do Mundo da França (1998) e Japão / Coréia do Sul (2002) foram as únicas que tiveram a participação de 32 seleções. A Copa do Mundo da Alemanha 2006 teve o mesmo número de seleções participantes.
Os campeões de todos os tempos

Uruguai (1930) / Itália (1934) / Itália (1938) / Uruguai (1950) / Alemanha (1954) / Brasil (1958) / Brasil ( 1962) / Inglaterra ( 1966) / Brasil (1970) / Alemanha (1974) / Argentina (1978) / Itália (1982) / Argentina (1986) / Alemanha (1990) / Brasil (1994) / França (1998) / Brasil (2002), Itália (2006).

Seleção do Uruguai: campeã da primeira Copa do Mundo em 1930.

Rumo ao Hexa!!!


terça-feira, 1 de junho de 2010

Processo de Inclusão dos Portadores de Síndrome de Down

Introdução

Autora: Ana Patrícia Beltrão Bastos

A aprovação da Lei de Diretrizes Educacionais - LDB (Lei 9394/96) estabeleceu, entre outros princípios, o de "igualdade e condições para o acesso e permanência na escola" e adotou nova modalidade de educação para "educandos com necessidades especiais." Desde então, a temática da Inclusão vem rendendo, tanto no meio acadêmico quanto na própria sociedade, novas e acaloradas discussões embora, ainda, carregue consigo sentidos distorcidos.

De acordo com uma pesquisa realizada em 1999 pela Federação das Associações de Síndrome de Down, a única realizada no Brasil até o momento, "quase 80% das pessoas com síndrome de down freqüentavam a escola no momento da pesquisa. Quanto à natureza dos estabelecimentos de ensino mais freqüentados: 30% dos estudantes freqüentam escolas especiais públicas e 24% estão em escolas especiais privadas. Observa-se pois, que mais da metade dessas pessoas estão em escolas especiais, o que não coaduna com a tendência mundial para educação inclusiva."


Na efervescência das discussões a respeito da Inclusão, tais dados são reveladores e ganham ainda mais importância neste momento de afirmação das práticas e teorias que a fundamentam. Falar desta para portadores da síndrome de down significa entender que seu grau de desenvolvimento e socialização pode ser bastante satisfatório quando os mesmos passam a ser vistos como indivíduos capazes de fazer parte de um mundo designado para habilidosos e competentes.


O portador da síndrome de down é capaz de compreender suas limitações e conviver com suas dificuldades, "73% deles tem autonomia para tomar iniciativas, não precisando que os pais digam a todo momento o que deve ser feito." (p12). Isso demonstra a necessidade/possibilidade desses indivíduos de participar e interferir com certa autonomia em um mundo onde "normais" e deficientes são semelhantes em suas inúmeras diferenças.

Como se sabe, o referencial de pessoas que vivem segregadas acarreta o desenvolvimento de sentimentos preconceituosos, aumentando a visão de mundo estereotipado. Neste contexto, a escola especial priva esses indivíduos de expandir suas relações sociais e impede que seus esforços intelectuais cresçam. O portador da síndrome de down, e todo aquele com necessidades especiais, precisa antes de mais nada pertencer à sociedade, ser parte integrante e respeitado em suas limitações e alcances.


Por outro lado, "...atualmente, no ensino regular, a criança deve adequar-se à estrutura da escola para ser integrada com sucesso. O correto seria mudar o sistema, mas não a criança. No ensino inclusivo, a estrutura escolar é que se deve ajustar às necessidades de todos os alunos, favorecendo a integração e o desenvolvimento de todos, tenham NEE ou não" (Schwartzman, p253)

O Problema
Mas como mudar o sistema sem propor uma mudança nos seus componentes?
Primeiramente, há de se entender que fatores internos à estrutura escolar, tais como a organização (administrativa e disciplinar), o currículo, os métodos e os recursos humanos e materiais da escola são determinantes para a inclusão desses alunos com deficiência.
Contudo, a figura do professor neste contexto é ainda mais relevante, uma vez que este é desenvolvedor das ações mais diretas no processo de inclusão, quais sejam, lidar com as diferenças e preconceitos por parte de pais e alunos; com as expectativas e possíveis frustrações dos familiares portadores da síndrome; com as limitações e alcances dos próprios portadores, dentre outras.
Neste novo paradigma, onde se verifica o surgimento de novas e maiores responsabilidades, parece clara a necessidade de uma formação mais eclética para o professor, que inclua conhecimentos teóricos específicos com fundamentos médicos, psicológicos, pedagógicos e sociológicos.
Pois bem, exatamente com a intenção de averiguar a qualificação do professor no tocante a esses diversos conhecimentos, desenvolveu-se uma Pesquisa de campo, cujo modelo está inspirado num estudo de caso - uma escola pública do ensino regular de Brasília, pioneira no processo de inclusão.
Metodologia
Para efetivação do estudo, foram elaborados questionários dirigidos para professores, diretores e especialistas que trabalham diretamente com alunos Portadores da Síndrome de Down e que fazem parte do processo de inclusão. Os resultados foram, então, analisados com base em fundamentação teórica para, mais tarde, respaldar proposições de mudança que pudessem interferir positivamente no quadro encontrado.
Análise e Proposição
Os questionamentos trouxeram informações importantes e por vezes reveladoras para compreensão de tantas dificuldades e alguns sucessos.
O professor que trabalha no processo de inclusão, não raro, direciona suas ações em sala de aula por meio de uma vontade enorme de acertar, busca soluções por meios abstratos e que transcendem alguns limites, é um batalhador que sonha com as transformações.
As carências no tocante a expansão de seu conhecimentos teóricos são muitas, mas ainda sim, consegue lidar com questões como identificação de limites e alcances cognitivos, motores e afetivos, ainda que para conhecer as dificuldades dos processos de ensino/aprendizagem das pessoas com síndrome de down, necessitamos da ciência médica, psicológica, sociológica e pedagógica.
O estudo revelou haver lacunas entre os ideais propostos e a prática existente nas escolas, é preciso que para além dos ideais proclamados e das garantias legais, se conheça o mais profundamente possível as condições reais de nossa educação escolar. A partir daí torna-se possível identificar e dimensionar os principais ponto da mudança necessária para o alcance da qualidade que se espera da educação escolar.
Os conhecimentos teóricos trazem contribuições importantes e permitem ao professor fundamentar suas ações. A ausência destes conhecimentos limita as mudanças, restringindo também os papéis que a criança portadora da síndrome pode representar tanto na escola como na sociedade.
Como diria a Professora Doutora Leny Magalhães Mrech da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo "...é preciso fornecer aos professores de classe comum informações apropriadas a respeito das dificuldades da criança, dos seus processos de aprendizagem, do seu desenvolvimento social e individual..."
O professor precisa estar consciente de sua importância e da função que desempenha perante este momento tão importante. Como se vê, é na relação concreta entre o educando e o professor que se localizam os elementos que possibilitam decisões educacionais mais acertadas, e não somente no aluno ou na escola. O sentido especial da educação consiste no amor e no respeito ao outro, que são as atitudes mediadoras da competência ou da sua busca para melhor favorecer o crescimento e desenvolvimento do outro.
Outro dado importante é o conhecimento de uma abordagem holística, no sentido de integração e revelação do contexto de vida do portador da síndrome. A relação com seus pais pode revelar expectativas e/ou frustrações, com irmãos pode determinar sentimentos positivos como grande afetividade ou negativos como vergonha, e amigos, que pode trazer informações sobre preconceitos e conquistas de espaço.
Ter acesso aos outros profissionais, como fonoaudiólogos e fisioterapeutas envolvidos no desenvolvimento deste indivíduo, podem também trazer contribuições significativas para as ações do professor em sala de aula.
Em que pese os esforços da instituição objeto da Pesquisa e, até mesmo, pessoais dos entrevistados, a análise da Pesquisa revela, entre os profissionais envolvidos com o processo de inclusão do portador da SD, por vezes alguma desinformação, outras vezes a informação distorcida.
Tal constatação aponta, necessariamente, para um melhor planejamento da formação dos recursos humanos, entende-se profissionais envolvidos, com vistas a criar uma cultura de base a respeito da Síndrome e outros tipos de deficiência e, também, dos referenciais teóricos tocantes à inclusão, que permita, uma vez combinada organizadamente com o conhecimento e a experiência prática desses educadores, alcançar novos patamares de qualidade no decorrer do processo de inclusão.
A evolução do processo torna-se mais evidente e significativa na medida em que o profissional toma posse dos conhecimentos, sente-se mais seguro e confiante para compreender os limites individuais, independente até das necessidades especiais que os alunos possam apresentar, e consegue explorar as pontecialidades que os mesmos certamente possuem.

Outras Proposições

Após toda a explanação feita sobre o processo de inclusão, que se fixou numa preocupação quanto a formação dos profissionais ligados diretamente com o indivíduo incluso pode-se observar necessidades de trabalhar outros elementos que não foram contemplados na pesquisa e que agora serão mencionados junto a uma proposta de intervenção com sentido de agregar sugestões que visam melhorar as condições de adequação do Portador da Síndrome de Down em escolas do ensino regular.
Família do Portador da Síndrome de Down
Após a (in)formação dos professores, o passo seguinte, é realizar uma entrevista com a família e com o aluno para conhecer melhor a sua convivência familiar e social, suas dificuldades, potencialidades e quais as expectativas com relação a Escola.
Nesse momento deve ser esclarecido sobre a necessidade do comprometimento da família em acompanhar o aluno de forma sistemática em reuniões individuais e coletivas sempre que houver necessidade. Deve ser esclarecida, também, a proposta pedagógica da Escola, desde as regras coletivas até o processo de avaliação. Deve-se colocar, por exemplo, que a sala onde o aluno frequentará as aulas dependerá de análise realizada pela equipe pedagógica em articulação com os professores, levando em consideração, entre outros fatores, a sua idade cronológica.
É preciso que a família sinta-se confortável, segura, confiante e realista diante das novas possibilidades que surgem diante da inclusão.
Família dos Não Portadores da Síndrome de Down
Dentro das proposições, o próximo passo sugere abordar, adicionalmente, a família dos demais alunos como forma, inclusive, de sedimentar uma "primeira ponte" com as crianças que serão colegas de turma do portador da síndrome. A idéia é que sejam promovidos encontros, seminários e palestras que visam gerar uma consciência crítica e cooperativa de todos envolvidos no cotidiano escolar, criar uma nova mentalidade junto aos alunos, educadores e pais de alunos, de modo a garantir o desenvolvimento de todos os alunos, portadores ou não, numa escola de qualidade.
O objetivo é lançar mão de novas (e antigas) proposições de conscientização das desigualdades sociais e culturais, que auxiliem a resgatar a verdadeira função social da escola e democratizá-la em todos os níveis, tornando-a um agente de reformulação dos princípios de ação individual e competitiva para uma articulação de ações solidárias e cooperativas. Enfim, o sentido é socializar os bons resultados para fortalecimento de todos envolvidos.
Colegas de Turma
O próximo passo, não menos importante, é preparar a turma para receber o aluno. Antes do aluno chegar a turma deve ser esclarecida a respeito de sua deficiência e como todos podem se ajudar mutuamente. É de extrema importância criar um clima de expectativas positivas com relação as possibilidades de aprendizagem do aluno e agrupar os alunos desde o primeiro dia de aula.
Ainda que as necessidades específicas de cada aluno possam redundar em adaptações necessárias das atividades realizadas em sala de aula, o mais importante é torná-los cientes da diversidade mas, também, das possibilidades de crescimento individual e coletivo em razão dessas diferenças.
Portadores da Síndrome
Finalmente, o último passo, com todo este aparato de informações oferecido a todos os intervenientes do processo de inclusão, cercar o portador de toda a atenção para que lhe seja permitido, segundo suas próprias possibilidades, desenvolver-se continuamente, tornando-o capaz, inclusive e quando possível, de discernir a respeito de sua condição especial sem, contudo, associá-la a um parâmetro inferior.
Considerações Finais
É na convivência com outros e com o meio ambiente que as necessidades de qualquer ser humano se apresentam. Em razão disso, é importante questionar os critérios que têm sido utilizados para distinguir as necessidades especiais das necessidades comuns e vice-versa, em particular no contexto escolar. Sabemos, de há muito, que o homem se distingue de tudo o mais no mundo pela palavra e pela ação. E, como nos ensina Hannah Arendt, "esta inserção no mundo humano, por palavras e atos, é como um segundo nascimento, no qual confirmamos e assumimos o fato original e singular do nosso aparecimento físico original". É fundamental, pois, a compreensão de que a inclusão e integração de qualquer cidadão, com necessidades especiais ou não, são condicionadas pelo seu contexto de vida, ou seja, dependem das condições sociais, econômicas e culturais da família, da escola e da sociedade. Dependem, pois, da ação de cada um e de todos nós.
Para maiores discussões:
E mail: belanap@icqmail.com

Referências Bibliográficas:
- Federação das associações de Síndrome de Down


Perfil das percepções sobre pessoas com Síndrome de Down e do seu atendimento: Aspectos Qualitativos e Quantitativos (relatório resumido) Brasília, 1999
- Síndrome de Down, José Salomão Schwartznan, São Paulo: Mackenzie: Memnon, 1999
Ana Patrícia Beltrão Bastos Pedagoga e mestranda pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique, no BrasilEmail: belanap@icqmail.com

Deficiências - Renata Vilella

Deficiêntes






Frases e Mensagens

Desentupindo os canos: Poluição cano abaixo


Coleta de óleo de cozinha alcança 1,3 milhão de litros por mês, mas isso representa apenas 5% do que é descartado.
A cada seis meses, a administradora de empresas aposentada Ana Maria Cantarella, síndica de um condomínio residencial na Vila Mariana, precisava mandar desentupir os canos de sua rede de esgoto. Essa situação mudou há um ano, quando ela implantou a coleta de óleo de cozinha. “Todo mês, recolhemos cerca de 20 litros” , conta Ana Maria. “Parece pouco, mas já deu resultado.” Quando vai pelo ralo, a gordura causa estragos.
“Ela funciona como uma cola entre outros dejetos, formando pedras que obstruem a rede”, explica o engenheiro químico Marcelo Morgado, assessor de Meio Ambiente da Sabesp. Apenas 1 litro desse resíduo pode contaminar 25 000 litros de água. Como o condomínio de Ana Maria, cerca de 4 000 prédios recolhem óleo usado atualmente na cidade. Há três anos, eram 400. Apesar do crescimento, esse número ainda é pequeno: estima-se que 1,3 milhão de litros de óleo sejam coletados todo mês na Grande São Paulo, o que corresponde a apenas 5% do total descartado.
Uma das pioneiras na coleta de óleo em São Paulo é a Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César (Samorcc). Em 2006, a presidente Célia Marcondes procurou a ONG Trevo, que recolhia o resíduo em estabelecimentos comerciais desde 1992, para implantar a coleta em sua região. “Contamos com o apoio da Sabesp e da prefeitura, mas o poder público deveria ser mais atuante, fazendo campanhas de conscientização”, afirma Célia, que neste ano criou a ONG Ecóleo.
De acordo com Rose Marie Inojosa, diretora da Umapaz, instituição de educação ambiental ligada à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, é preciso agora mostrar à indústria a importância do óleo de cozinha. “ Esse resíduo tem valor comercial. Serve, por exemplo, para a fabricação de sabão, de massa de vidraceiro e de biodiesel”.
Coordenador do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel) da USP de Ribeirão Preto, o professor Miguel Dabdoub considera que o melhor destino para o resíduo é sua transformação em biodiesel, já que a demanda é crescente. Por lei, o diesel comercializado nos postos deve ter a adição de um porcentual de biodiesel, que a partir de 2010 será de 5%. “O maior problema é que a indústria não está preparada para trabalhar com o material usado, que requer mais conhecimento técnico”, diz.
Atualmente, o Ladetel recolhe cerca de 200 000 litros de óleo por mês, que são transformados em biodiesel destinado à frota do laboratório. A equipe de Dabdoub conseguiu desenvolver um método que transforma 1 litro de óleo residual em 1 litro de biodiesel. Na indústria, a eficiência de transformação é de cerca de 85%. Isso significa que 1 litro de óleo descartado resulta em 850 mililitros de biodiesel.
Ainda assim, se a coleta é feita em larga escala, torna-se viável. ' E engana-se quem pensa que é suficiente descartar o óleo no lixo comum, em garrafas plásticas, no lugar de jogá-lo cano abaixo. Em caso de vazamento, pode haver a contaminação do solo e do lençol freático. Uma boa notícia: em julho, o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan) lançou uma campanha para que as padarias da cidade deixassem à disposição dos clientes um contêiner para o descarte de óleo. Até agora, 82 desses estabelecimentos aderiram.
ONDE DESCARTAR
Quem mora em casa deve procurar o ecoponto - local para despejo gratuito de dejetos - mais próximo.
Para condomínios, a ONG Trevo vende por 30 reais um recipiente de 50 litros e faz a coleta assim que ela fica cheia.

impunidade na rede


Internet contribui para a exploração sexual infantil
Em um ano, o fenômeno da pedofilia na internet cresceu 16,5%. Hoje, 135 sites com pornografia infantil são criados, diariamente, e menos de 1% das crianças abusadas são identificadas para receber tratamento. Ficou chocado? Segundo a ONG italiana Telefono Arcobaleno, a sociedade é a principal culpada pelo crescimento desse fenômeno, já que ainda se omite diante desse tipo de crime.
Há dez anos, o governo federal instituiu, em 18 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente, mas o Brasil e o mundo não parecem ter motivos para comemorar a data, sobretudo quando o assunto é a pedofilia na internet. Segundo o relatório “On line Child Abuse and Sexual Exploitation”, publicado anualmente pela ONG italiana Telefono Arcobaleno, que atua no combate ao abuso e à exploração sexual infantil online, o fenômeno de pedofilia na internet tem crescido assustadoramente. Apenas em 2009, a ONG mapeou, em todo o mundo, 49.393 sites de conteúdo erótico infantil, o que representa um aumento de 16,5% em comparação ao ano de 2008, e o índice não para de crescer. Por dia, cerca de 135 novos sites de pedofilia pipocam na rede e o pior: fazem sucesso. Aproximadamente, 100 mil internautas acessam, diariamente, cada um desses portais de pornografia infantil. O fenômeno acaba chamando a atenção das empresas ligadas ao mercado do sexo, que procuram esses sites para anunciar (irresponsavelmente) suas marcas e produtos. Atualmente, pelo menos, 3.500 sites desse tipo são financiados por publicidade, o que, consequentemente, incentiva a aparição de novos portais com conteúdo erótico infantil. Trata-se de um ciclo vicioso, segundo o relatório da Telefono Arcobaleno, que só terá fim quando as pessoas passarem a denunciar esse tipo de conteúdo, ao invés de apenas fechar a janela de seus navegadores.
SILÊNCIO DOS INOCENTES
A omissão dos internautas e das próprias vítimas da pedofilia na internet é o principal fator para o crescimento desenfreado desse fenômeno, seguido do excesso de tolerância que os provedores de internet apresentam para conteúdos ilegais e da ausência de legislação específica para o assunto em diversos países, inclusive no Brasil. De acordo com o relatório da Telefono Arcobaleno, as crianças e adolescentes que passam por esse tipo de situação não denunciam seus aliciadores porque, na maioria dos casos, pessoas próximas das vítimas estão envolvidas, de alguma maneira, na situação de pedofilia. Para os abusados, é difícil denunciar alguém que costumavam amar, sobretudo diante de chantagens emocionais e ameaças de humilhação pública. Já os adultos que, de alguma maneira, tomam conhecimento sobre esse tipo de crime, deixam de denunciar porque julgam a história terrível demais para se tornar pública, segundo a ONG italiana. O resultado: menos de 1% das crianças abusadas conseguem ser identificadas pelas autoridades para receber tratamento psicológico adequado.
QUEM SÃO ELES?
O relatório publicado pela Telefono Arcobaleno também apontou o perfil das pessoas que costumam cometer esse tipo de crime na rede. A maioria dos pedófilos online, cerca de 22,3%, nasceram nos EUA. Os alemães aparecem em segundo lugar no ranking, representando 17,6% do total de pedófilos online mapeados pela ONG, e são seguidos pelos ingleses (6,5%), russos (6,1%), italianos (5%) e franceses (4,8%), o que classifica os europeus como os que mais cometem crimes de pedofilia na internet. No entanto, surpreendentemente, os EUA não aparecem como o país com o maior número de sites com conteúdo erótico infantil, apesar da maioria dos pedófilos ser norte-americana.

ACESSIBILIDADE

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O Detran do Rio de Janeiro passou a oferecer no seu site, um curso e um simulado em Libras (Língua Brasileira de Sinais) Acesse o site aqui:

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